segunda-feira, 20 de junho de 2011

Tempo de recolhimento

Ando sumida, né? Por isso, gostaria de explicar e me desculpar com você por essa falta de posts.
Primeiro, surgiram dores nos braços, mãos e cotovelos devido ao esforço repetitivo de digitação.  Além dos dois blogs - o PAPO CALCINHA e o FRAGMENTOS DO COTIDIANO - eu ainda estou no Twitter, tenhos as caixas postais, e ainda uso o computador o dia inteiro no trabalho. Haja braços, né?

Depois, surgiu uma necessidade de distanciamento. Sabe quando você para pra analisar sua vida e pesar nos pontos positivos e negativos? Da mesma forma, estou também avaliando o blog. Já falamos de tantos assuntos bacanas por aqui: meditação, yoga, maternidade, aborto, poesia, traição, amizade entre amigas, cinema, trabalho, sexo, religião, viagem... Será que ainda tenho que dizer pra vocês? Não sei!


Estou num momento de recolhimento para reflexão. Repensando coisas da minha vida pessoal, tomando algumas decisões, buscando o que ainda posso melhorar, revendo alguns valores. Enfim, essas coisas de quem pensa demais. Espero que vocês compreendam essa minha pausa particular.

Quem quiser falar comigo, os canais de comunicação estarão sempre abertos. Mandem e-mail (blogpapocalcinha@gmail.com) ou me sigam no Twitter.



PENSAMENTO DO DIA: "Tudo o que nos irrita nos outros pode nos levar a um conhecimento sobre nós mesmos." Carl Jung

Um grande beijo a todos vocês! 

Namastê! 







domingo, 29 de maio de 2011

Os "amigos-facebook"

Herald Sun
Semana passada li na Folha de S. Paulo que nos Estados Unidos surgiu um fenômeno chamado Fomo (Fear of missing out). É quando as pessoas se sentem angustiadas por não fazerem parte de um grupo de amigos no Facebook ou de terem perdido justo aquela festa "imperdível". Aquela sensação de não estar participando, de ser sendo desprezado, de estar desperdiçando a vida em casa enquanto todos estão se divertindo.
A reportagem de Laura Capriglione é interessante. Mostra que, se por um lado, as redes sociais nos deram a oportunidade de compartilhar fotos, vídeos e momentos bacanas com as pessoas queridas, por outro, nos deixaram mais vulneráveis. Difícil, por exemplo, ver as fotos de um amigo e perceber, ao lado dele, seu ex se divertindo numa boa com a nova namorada. E você em casa ainda pensando nele... Como lidar com isso?
"O exibicionismo faz parte do jogo", reconhecem os internautas entrevistados. Ou seja, a badalação pode nem estar tão boa, mas a maioria faz questão de dizer que está se divertindo  muito, só pra deixar o outro com água na boca. "Você não quer perder a chance de contar para o mundo como sua vida é legal", contou Daniela Arrais para a Folha.
Gostei do que falou um entrevistado de 26 anos e com mais de 800 amigos: "O que provoca esse vazio é não ter amigos reais, só 'amigos-Facebook' , aqueles que você - um carente profissional - aceita só para se sentir popular". Para ele, "amigos reais não ficam aguçando desejos alheios só para parecerem legais. "Eu tento usar o Facebook com responsabilidade, para não me ferir e para não ferir outras pessoas".
Na opinião da psicóloga Rosely Sayão, ótima colunista da Folha, "Colecionam-se amigos como animadores de programas contabilizam seu ibope."
E vocês? Estão atentos para não caírem na armadilha do Fomo? Ou sentem aquela pontinha de inveja de quem está se divertindo? Se sentem excluídos?
Antes de existir Orkut e Facebook era mais fácil lidar com as frustrações, não era? Porque o que os olhos não vêem, o coração não sente. Eu penso assim.
O que vocês acham?

ENQUETE DO MÊS: Já que o assunto é sua interação com a "vida social" no Facebook, responda sinceramente: você já deixou transparecer que estava muito bem e feliz quando, na verdade, estava triste e se sentindo excluído?
Responda a enquete e vamos juntos acompanhando o resultado. Obrigada por responder!
 PENSAMENTO DO DIA: "A esperança é como o sal. Não alimenta, mas dá sabor ao pão" - José Saramago via @Cantodosaber
***

GALERIA DE FOTOS: Fiz uma seleção bem cuti-cuti pra vocês em homenagem ao Dia dos Namorados. São fotos fofas, não são? Todas são do site The Berry

 







 









Para falar comigo, sugerir pautas e compartilhar coisas legais, escreva para blogpapocalcinha@gmail.com
Você também pode interagir comigo pelo Twitter. Siga @DenisedoEgito e nos falamos por lá
Tenham todos uma ótima semana!

domingo, 22 de maio de 2011

"Vocês ainda ficarão juntos"

Esta é uma história real que ouvi esta semana durante um evento:

Ela estava era apaixonada pelo namorado, mas ele era um solteirão convicto. Um dia, ele - já com 30 anos, ela com um pouco menos - terminou o relacionamento dizendo que não podia impedí-la de se casar. "Você foi feita pro casamento", ele afirmou antes de ir embora. Ela ficou arrasada, mas não houve volta. A irmã dele profetizou: "No fim, vocês ainda ficarão juntos".

Os anos se passaram. Ela conheceu outro homem, um divorciado 24 anos mais velho e sem filhos, e com ele viveu 28 anos. O ex, morou 17 anos com uma divorciada com dois filhos do primeiro casamento. Ambos nunca se casaram com seus respectivos companheiros.

Um dia, o "marido" dela teve uma doença grave e veio a falecer. Não demorou muito, ela foi acometida por outra enfermidade e foi hospitalizada. A irmã dele foi visitá-la ainda na clínica. Sabendo do acontecido através da irmã, ele - que já estava separado - correu ao hospital para revê-la. Ambos já estavam na terceira idade.
Dali do hospital não se separaram mais e estão morando juntos há 16 anos. Sem se casarem.
Questões que me vieram à cabeça:
  • Primeiramente, acho que foi precipitado da parte dele tomar a iniciativa de terminar. Caberia a ela a decisão e não a ele.
  • Não acredito em destino. Penso que eles nunca deixaram de se gostar e, por isso, acabaram voltando anos depois simplesmente porque surgiu a oportunidade.
  • Penso que o fato de terem ficado tanto tempo afastado só alimentou a fantasia do retorno e do casal que daria certo. Talvez, se tivessem continuado juntos, teriam se separado após a convivência.
  • Por fim, quem sabe se ele não voltou porque estava sozinho e soube que ela estava viúva? Os homens tendem a ser mais dependentes e acomodados que as mulheres e não vivem sozinhos de jeito nenhum. Mesmo um solteirão.
  • Desconfio que talvez ela gostasse mais dele do que vice-versa. Por isso, foi fácil para ele terminar o namoro na juventude e difícil para ela aceitar.
Mas sei que essas questões nunca serão respondidas.
E vocês? O que acharam dessa história?

GALERIA DE FOTOS: Flagrantes de momentos com muito charme e estilo!
AMO delineador!
Helenista

Eu usaria essa roupitcha
Helenista
Eu usaria essa roupitcha também!
Helenista

Queria essa vista da minha janela! 

Salement

Lindo arranjo!

The alternative wife
AMO gatinhos!
The berry

AMO velas!

Salement
La pink paperie
Google
Love Solitude

Love Solitude

Isso é que é boca!
The berry
La douleur exquise

Vanity Fair
***
DICA DE LIVRO: A jornalista e blogueira Giovana Damasceno lançou seu primeiro livro, o Mania de escrever (Clube dos Autores).
O livro é uma coletânea de crônicas publicadas entre os anos de 2007 e 2009 no jornal Volta Cultural (Volta Redonda/RJ) e no blog dela. Quem quiser conhecer a Giovana e adquirir o livro dela, entre em contato pelo blog.

***
PENSAMENTO DO DIA: "Contento-me com pouco, mas desejo muito. "  - Miguel de Cervantes via @Cantodosaber

Ótima semana para todos vocês e obrigada pela visita
blogpapocalcinha@gmail.com
@DenisedoEgito

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Feliz Dia das Não-Mães

Google
Todo ano é sempre a mesma coisa. Mal termina a Páscoa e os lojistas já decoram as vitrines para aquela comemoração que, segundo as pesquisas, só perde para o Natal em volume de vendas. Estou falando do Dia das Mães.
Eu sou mãe - e muito feliz por isso - e tenho mãe. Sim, vamos reunir a família, com direito a chester e vinho. Mas e para aquelas mulheres que não tiveram filhos, como passam por esse domingo? Pelo que eu tenho observado, nada bem.

Elas lutam bravamente – e precisam! – para se verem livres do estigma que carregam. Afinal, mulher que optou por não engravidar não é um ser anormal, não tem problemas psicológicos, não é frustrada, não é estéril, não é egoísta nem uma monstra insensível. Ela fez uma escolha e deveria ser respeitada por isso.
Acontece que a sociedade mantém a tradição e esta é, intencionalmente, alimentada pelo comércio. Afinal, o mais importante é faturar! Então, os comerciais de TV são os mais apelativos possível, quanto mais "comercial de margarina" melhor. Pobre daquela que não se encaixa no "modelo". E como as mães dos anúncios são lindas, magras, jovens e felizes, já repararam?
Não vejo um único comercial criativo. Nenhum faz homenagem às mulheres que adotaram, as avós, tias ou madrastas que, devido às circunstâncias, criaram os filhos de outras e até, por que não, as mães de aluguel, que geram vidas para outras mulheres. É sempre o mesmo roteiro batido e cada ano que passa, piora: os shoppings dão prêmios para quem consumir mais! E olha que eu adoro consumir. Mas eu compro quando EU quero e não porque os comerciais me obrigam.

É preciso que as mulheres - talvez leitoras como vocês - se lembrem que o valor de uma pessoa não está na maternidade. O valor está no caráter, na inteligência, na coragem, no altruísmo, na delicadeza, na sensatez, na integridade moral e ética.
Que valor tem uma mãe que abandona o recém-nascido na lixeira? Que deixa os pequenos com a babá e passa os dias no cabeleireiro, na esteticista, no cirurgião plástico, no shopping, na academia? Aquela que não dá a mínima atenção e carinho, que fecha os olhos aos maus tratos do marido ou do namorado? Que finge não perceber até mesmo o abuso sexual? Que vende a filha ou que a incentiva se prostituir? Que deixa uma criança em um total desamparo, perdida e sozinha? Eu pergunto a vocês: isso é mãe?

Portanto, dedico este artigo a todas aquelas que não são mães, mas nem por isso menos amorosas, amigas, filhas, irmãs, colegas de trabalho. Ergam a cabeça e superem esse domingo. Ele não é o dia mais importante da vida de uma mulher. Mesmo para aquelas que são mães como eu. Esse dia é da grande máquina da economia que necessita sobreviver à base do consumo.

Se você gostou desse artigo e gostaria de copiar partes para publicar no seu blog, facebook e afins, peço que dêem o meu crédito. Respeito é bom e eu mereço. Assim como você.


VÍDEO DO DIA: Impossível não se emocionar com esse comercial sensível e criativo para o Dia das Mães. Esse anúncio sim, vale muito a pena! E tem apenas 32 segundos!




GALERIA DE FOTOS: Achei essa artista, Janet Hill, por acaso na intenet e achei o trabalho uma graça. Combina demais comigo! Se não fossem os impostos abusivos que pagamos pela importação de qualquer produto estrangeiro, com certeza eu compraria. Visitem e divulguem!



 
 








PENSAMENTO DO DIA: "Desconsidero tudo o que dizem as pessoas que não vivem de acordo com o que falam"  - Flavio Gikovate, psicanalista e escritor. Via Twitter @Flavio_Gikovate

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Conheça também meu blog só de fotos. Você vai gostar! Fragmentos do cotidiano

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Um beijo e até semana que vem! 
 

 

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